sábado, novembro 09, 2013

O CASO VARGINHA AINDA GERA POLÊMICA



O fato que teria ocorrido em 20 de janeiro de 1996 e que posteriormente ficaria conhecido como o Caso Varginha, ainda hoje gera polêmica.

Não é meu objetivo recontar o caso, mas fazer alguns comentários e trazer algumas informações.


Eu não participei das pesquisas em Varginha, mas estive naquela cidade por ocasião de um simpósio ufológico. E então como eu e o colega/pesquisador Carlos Alberto Millan estávamos de férias, aproveitamos a estadia para conversarmos com algumas pessoas da cidade e ligadas ao caso. Por esta razão discordo quando alguns afirmam não crer que algo tenha ocorrido ali pelas seguintes razões, as informações que tenho, é de que o que ocorreu em Varginha foi muito maior ou pior do que o relatado no livro publicado. Não foi uma história inventada para vender livro. Não vou defende-lo também. Só sei que após as declarações do Ubirajara em público, no "Desconstrução de um Mito" (algo assim rss), Ubirajara afirmava que houve ali enganos e fatos que não puderam ser comprovados e ponto. Ninguém sabe as razões que levaram Ubirajara a tomar essa posição. Imagina-se que por pressão de alguma força, apenas isso.

 De fato enganos ocorrem em boa parte dos casos. Qualquer luz ou reflexo luminoso é confundido com ovnis porque as pessoas desejam isso, podemos afirmar que em torno de 90% dos casos ou mais, não passam de meros enganos e boa parte do que é publicado em listas de ufologia, mesmo em sites e blogs não passam de fenômenos naturais como gases, descargas energéticas as vezes provenientes de jazidas minerais, descargas elétricas (diferença de potencial) e reflexos luminosos(poeiras, gotículas nas lentes das câmeras). Mas as pessoas gostam disso, elas necessitam acreditar em alguma coisa, então o que podemos fazer?

Mas algo ocorreu em Varginha, eu e o Millan como ia dizendo estivemos lá, fomos a casa do Geraldo Bichara, um abduzido em 26 de agosto de 1962, que residia naquela cidade e conhecia muitos dos envolvidos e nos conduziu a diversos lugares e nos apresentou a pessoas, onde ficamos sabendo de que não houve a queda de uma nave, como foi divulgado, mas duas naves. A primeira teria sido alvejada 4 meses antes.
Geraldo Bichara - a esquerda- e Atílio - a direita-


Na minha opinião, após essa visita a Varginha, é que os seres relatados teriam vindo para resgatar os sobreviventes da primeira queda, quando também foram alvejados, mas tiveram a infeliz ideia de buscar auxílio na cidade onde foram tratados como relatado no livro. Abrindo um parêntese, essa raça que se deu mau em Varginha não levou também muita sorte em outras regiões do país, pois tiveram a mesma sorte, onde suas naves também foram alvejadas, resultando em quedas.

Conversando pessoalmente, repito, pessoalmente com pessoas envolvidas no ocorrido, nos confirmaram que viram uma nave parecendo um ônibus, um senhor sitiante até nos tratou mau porque disse que já não aguentava mais contar de novo o que viu. A mídia esteve lá, realizaram diversas matérias, algumas em profundidade como por exemplo as matérias do jornalista Goulart de Andrade que também esteve lá, elas ainda estão disponíveis no Youtube, confirmando muito do que foi relatado pelos pesquisadores. Animais do zoológico morreram, e o soldado Cherese realmente morreu naquela época por razões desconhecidas. É claro, a vida real não é como nos filmes ou desenhos animados, onde você dá a mão ou abraça um alienígena. Se índios que não tiveram contato com homens brancos morrem ao simples contato, em decorrência de contaminação por bactérias que conduzimos, e que são diferentes das deles e por esta razão, muitos não suportam, que dirá o contato com seres de outras realidades físicas? Aquele soldado cometeu o descuido de agarrar o alienígena por trás para contê-lo e coloca-lo num saco (sic).

Posteriormente ao simpósio que já teria passados anos em relação ao ocorrido em Varginha, e para minha surpresa, um capitão, responsável pela segurança militar para o Ministério Público  no fórum central em conversa animada me confidenciou, "sabe aquele soldado que trabalha comigo, ele esteve em Varginha e ficou meio doido depois do que ocorreu lá". A princípio não depositei fé no que ele disse, até porque o policial sugerido era um policial militar, portanto do estado de São Paulo, e por qual razão estaria envolvido numa ocorrência em outro estado o de Minas Gerais, e que seria em essência de responsabilidade federal? Bem, então ele me disse, "quem lembra ele de remédios que ele tem de tomar no horário de trabalho sou eu, e não vou lembra-lo e ele vai lhe contar muitas coisas". De fato ainda não acreditando, fui ouvi-lo e me arrependi não levar a sério a informação do policial. Aquele era um P2, portanto do serviço reservado da polícia, e foi convocado para socorrer uma ocorrência no estado vizinho, envolvendo P2 daquele estado. Chegando lá ele viu coisas que não estava preparado, e não conseguiu me contar, ficou com os olhos lacrimejando, como se passasse por uma situação inesperada que o marcou deixando-o com problemas psicológicos. Passou a relatar nomes e locais onde estavam policiais militares que estiveram envolvidos naquela operação em Varginha. Pena que por causa de minha descrença inicial não levei um gravador, ele começou a falar sobre muitas coisas. Mas depois daquele dia, este ex-P2 passou a me evitar e logo foi retirado de lá e foi aposentado.

Agora o mais estranho, por uma questão de ética, não invado pesquisa de outros colegas, então se possível costumo contribuir com os pesquisadores de cada caso, sempre que há essa possibilidade e assim fiz, contei a alguns dos pesquisadores envolvidos, - prefiro não revelar os nomes - mas estes se mostraram desinteressados, eu estranhei essa atitude e comentei com outros pesquisadores a respeito. Um outro pesquisador conhecido também ficou surpreso e foi também conversar com eles sobre estas informações adicionais e o resultado foi o mesmo, deixando-o também abismado com a atitude daqueles.

Por qual razão os pesquisadores primeiramente envolvidos no ocorrido em Varginha não tiveram interesse em pesquisar as informações adicionais?

Poderíamos até concluir que foi publicado apenas o que foi permitido? Qual a dimensão do que ocorreu em Varginha, tal a gravidade que acabou promovendo o afastamento de tantos militares, calando a boca de tantas pessoas (testemunhas e pesquisadores) a ponto de levar alguns a posições extremas?

Por esta razão discordo quando alguém afirma que nada ocorreu em Varginha, ocorreu sim, mas infelizmente nem eu teria condições de dizer o que realmente teria ocorrido naquela ocasião.

Forte e fraterno abraço

Atílio

Um comentário:

  1. Está bem claro que ocorreu algo de verdade em Varginha.

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