quarta-feira, setembro 05, 2012

SAIBA O QUE OS MILITARES ARGENTINOS OCULTARAM SOBRE OVNIs

Nossa homenagem a um dos mais importantes pesquisadores argentinos, e colega de revista,Gustavo Fernández

www.alfilodelarealidad.com.ar
Tradução: Atilio Coelho



Estas linhas são o resultado de uma paciente investigação, ainda que esporádica, iniciada em l982, interrompida -as vezes durante anos- por outros compromissos profissionais ou a imperiosa necessidade de deixar transcorrer o tempo necessário para que a proposta surtira efeito. E pude seguir adiante graças a colaboração de muitas pessoas que entenderam a importancia deste material.

Muitos pontos permanecem obscuros, casos que foram sendo esclarecidos com o tempo, protagonistas que não querem falar, fotografias e testemunhas que casualmente nada sabem onde estão.

E também há coisas de que ainda não é possível falar, informações concretas que estou investigando e rastreando.

Se bem que a historia começa muitos anos atrás, e creio conveniente ir contando passo a passo, incluindo os testemunhos atuais de seus protagonistas; homens que mais além de todo o tipo de preção, preferiram manter a verdade ainda que a custa de descrédito. A eles nosso respeito.


Abril de 1984: uma entrevista singular.

Uma alta patente militar se voltou nervoso em sua cadeira, olhando-me fixamente. Com segurança esperava que eu fizesse o mesmo, e a verdade é que faltou pouco, já que o motivo de minha visita não era não era daqueles que contribuem para criar boas migas com alguns espíritos suscetíveis.

- O que pensa fazer com todo este material? perguntou.

- Bom, como investigador só desejo saber, porém como periodista quero saber o que dizer e como fazê-lo
Nesse momento me felicitei pela ambiguidade de minha resposta, que poderia quebrar o nervosismo e abrir um caminho para o entendimento. Por alguma extranha razão, meu interlocutor entendeu algo parecido, porque seu rosto mudou rápidamente e me pediu desculpas por sua aparente indiscrição.

Em momento posterior, me encontrava caminhando lonje dos gigantesco edifícil com alguns papéis fora do comum, dentro de meu portifólio.
Sem dúvida, algo iria ocorrer e assim ocorreu pois pouco depois soariam em distintos escritórios, numerosos telefones. Não me surpreendi, mas a recepção que me fora dada em uma ensolarada manha de abril no escritório do vice-comodoro Echebeste, na ocasião chefe da Dirección Nacional del Antártico.

Já estava ali rastreando um dos denominados “casos perfeitos” que as Forças Armadas guardam em seus arquivos. Na ampla recepção, e ao vice Comodoro, me encontrei com a inesperada presença de sete militares de alto grau que não demonestraram a menor surpresa ante minha apresentação. Depois das saudações de costume, tratei de iniciar a conversa:

- Senhores, como não desejo tomar muito tempo, gostaria de explicar-lhes o porquê de minha visita.
- Fernández, me interrompeu Echebeste, não é necessário nos explicar nada. Sabemos porque está aqui.

Como imaginaram, nada havia antecipado a recepcionista. Portanto não sabiam o que guardavam sobre os objetos voadores não identificados .


O OVNI da Antártida

Era 3 de julho de 1965, quando observadores científicos de três países (Argentina, Chile e Gran Bretanha) viram passar sobre suas bases antárticas um objeto voador de características totalmente diferentes dos já conhecidos. Porém deixemos falar os protagonistas através do comunicado que a Secretaria da Marinha emitio em 4 de julho desse ano:

"Desde o Destacamento Naval Decepción, na Antártida Argentina, foi observado no dia 3 de julho ás 19.40 horas, um objeto volador de forma lenticular, aspecto sólido, coloração predominantemente vermelha e verde e por momentos, em tonalidades amarelas, azuis, verdes, brancas e alaranjadas. Foi registrado seu deslizamento em direção Leste, por momento seguindo a Oeste, a uma altura de 45º sobre o horizonte a uma distância aproximada de 10 a 15 kilómetros".

"Destaca-se a ausência de som, havendo variações de velocidade, as vezes permanecendo estacionario no espaço espacio".

"O objeto foi reconhecido graças as condições metereológicas que podem ser consideradas excepcionais para a éspocado ano: céu aberto, estratocúmulos isolados e lua visível em quarto minguante. O reconhecimento do OVNI foi efetuado pelo observador metereológico do destacamento, junto com mais dez pessoas. O intervalo da observação foi de 10 a 15 minutos, permitindo tirar fotografías".

"Pessoal do Destacamento Naval Antártico Orcadas, também observou na tarde do mesmo dia o OVNI de referência. O objeto se distanciou para noroeste. Distância do objeto estimada nesse momento: de 10 a 15 kilómetros".

Esta informação foi transmitida mediante dois telegramas a Secretaria da Marinha, em Buenos Aires, contando com a visão do OVNI efetuada na véspera dos acontecimentos.

A Força Aérea chilena reconheceu que nove membros da equipe na base antártica Pedro Aguirre Cerdá, próxima ao Destacamento Naval Decepción, observaram que brilhava com luz branca e se deslizava em zigue zague na direção sudoeste.

O fotórgrado da base obteve dez diapositivos coloridos através de um teodolito e registraram oscilaciones no magnetômetro semelhante ao do Destacamento antártico argentino das ilhas Orcadas. O OVNI -como consigna o comunicado chileno- deixava um rastro branco e as vezes parecia estar parado no espaço.

Os britânicos presenciaram o objeto cinco minutos depois que o destacamento argentino, Para eles a coloração era vermelho-amarelado com variações para o verde como o brilho de uma estrela de primeira magnitude.
No dia seguinto, jornalistas de Buenos Aires, conversaram com o comandante da base Decepción, o então tenente de fragata Daniel Perissé quie deu sua visão dos fatos: “Ver para creer. Nossa posição é a mesma que a de São Tomas; nos referimos unicamente ao que temos visto. Um objeto como uma estrela de primeira magnitude se deslizava para o norte com velocidade variável. As vezes estático, porém com repentinas acelerações e mudanças de rumo, ainda que sempre na direção norte e com cores brilhantes. As características do objeto e sua evolução me permitem afirmar que não se tratava de uma sonda, nem uma estrela, nem um avião”, Por último disse: “a observação foi puramente visual, porém de acordo com a informação que deu a base argentina das ilhas Orcadas, o fenômeno tem deixado seus registros magnéticos nos magnetobariômetros da base. Creio que os dados contidos nesta cinta magnetobariométrica são de uma importância extraordinária”.


Testimunho do tenente de fragata Miguel Sosa.

Retomando ao fio destas declarações pude localizar em finais de fevereiro de l985 ao que fora naquele momento chefe de destacamento das ilhas Orcadas, tenente de fragata Miguel Sosa, quando as pistas deste transcendente sucesso pareciam desvanecerse no tempo. Sosa recordava o episódio como tivesse sido ontem: "Nas Orcadas o objeto ofi visto em tempo menor que na ilha Decepción, porém o que pude ver nítidamente durante uns 15 segundos. Foi exatamente ás 21.35 horas do dia 3, quando já era noite. O escasso tempo disponível, impediu de obter fotografias. O que se registrou foi uma leve perturbação nos barômetros do observatório metereológico” .
Como se tivesse estado esperando minha visita, pegou em um dos caixotes de seu escritório um exemplar do número 172 do Boletim Informativo da Secretaria da Marinha.

- Olhe aqui – me disse – este é meu informe original.

Ali se determinava que o objeto era redondo e de cor branca e de um tamanho maior ao de uma estrela de primeira magnitude. Se movia do leste para o oeste com um deslizamento parabólico. Como Sosa, os metereologistas José Mazzuchelli e Eduardo Jarrier observaram o objeto, descartando desta maneira a possibilidade de uma alucinação ou fenômeno atmosférico.

Que viram os chilenos?

Intercalado no boletim encontrei o recorte de um jornal que reproduzia as palavras do comandante Mario Jahn Barrera, da lotação antártida chilena:

"Foi algo real, um objeto que voava a uma velocidade assombrosa, fazia evoluções, desprendia uma luz azul esverdeada, causava interferências nos aparatos eletromagnéticos de uma base argentina, em frente a nossa. Esta é a segunda vez que observamos estes corpos celestes. O primeiro foi dia 18 de junho, no sábado, as 9:30hs. Foi neste último caso quando toda a lotação _ doze homens – presenciaram o objeto, quando faziamos medições atmosféricas”.

"O aparato era de cor vermelho amarelado, variando para o verde, para o amarelo e para o alaranjado. Estava a curta distância, em um ângulo de 45º em relação a nós, sobre o extremo norte da ilha, para logo desaparecer em um curso em zigue zague, e em uma de suas evoluções se deteve no ar

"Rápidamente, com os aparatos a mão, teodolito e binóculo de longo alcance, observamos o objeto que se manteve quieto pelo espaço de 20 minutos. O cabo Vladislao Durán Martínez, fotógrafo da lotação, buscou rápidamente sua camara e fez 10 fotos que, segundo sua experiência, foram perfeitas”.

A informação jornalística da época remarcava as últimas declarações do militar : “Nossa observação não se tratou de uma alucinação coletiva ou de uma psicose. Estamos na base por tarefas científicas e o que vemos, tratamos de analizá-lo desde esse ponto de vista. Porém pude dizer que não era uma estrela. Tinha um movimento rápido e contínuo. Para mim, era um objeto que não posso identificar. Pertenço a Força Aérea e meus conhecimentos de aparatos construídos pelo homem não chegam a nada parecido, por sua forma, sua velocidade e sua manobralidade no ar”.




Perissé desmente aos astrônomos

A valentia destes homens , que sustentam o conteúdo de suas observações provocaram os comunicados oficiais afirmando o avistamento de OVNIs nos céus antárticos, marcaria um marco em âmbito mundial. Também surgiram outras vozes que tentaram encontrar outras explicações para o fenômeno. Assim foi que membros do Observatório Astronômico de La Plata (provincia de Buenos Aires) afirmaram que teriam visto apenas um satélite, provávelmente o ECO II. Um deles disse a imprenssa: “Nossas autoridades nõs tem feito cair no ridículo perante o mundo científico com tais declarações. Isso ocorre por não consultar aos cientistas” , Aqui vale a pena perguntar: Acaso os satélites evoluem em forma de zigue zague, mudam de coloração, emitem brilhos, deixam rastros de vapor, se mantém estáticos, alteram magnetobarômetros ou tem forma lenticular? Não há o que duvidar que na Antártida o pessoal destacado dos três países também estava composto por metereologistas, geólogos e pessoas especialmente treinadas para cumprir tarefas de observação e investigação científica.

A Secretaria da Marinha pareceu não ter dado ouvido as declarações dos astrônomos, e mediante outro comunicado reproduziu os dizeres do tenente Perissé, agregando em seu parágrafo mais saliente: "As características do objeto e seu vôo permitem afirmar que não se tratava de uma sonda, nem de uma estrela e nem de um avião. O número de pessoas que viram o objeto, foram 17, entre eles 3 oficiais chilenos na base Aguirre, que conversavam em Decepción devido a fratura sofrida por um deles, e a necessidade de receber cuidados médicos. Informam que os barômetros do Destacamento Naval Orcadas acusaram na hora da visão perturbações no campo magnético, registradas na fita de tais aparatos”.

Nunca voltaram a conversar sobre estes fenômenos, assim como nunca chegaram a exibir as fotografias. Mais de 30 anos depois, qualquer oficial de imprensa, ou de relações públicas ou de inteligência foi consultado no edifício Libertad, sede da Armada, que responde a requisitória invariável e com o mesmo som: “Não sabemos nada”.


Seguindo os passos da CIA


Se há algo que caracterize na Argentina o tratamento destes fenômenos, é o manejo das opiniões oficiais, se assemelhando a casualidade ou não, a manipulação da informação feita pela Força Aérea Americana, antes, durante e depois que a CIA (Agencia Central de Inteligencia) assumira o assunto.

Vale dizer que entre 1947 (quando o governo norte americano criou o projeto "Signo", para o estudo dos OVNIs) e 1951, os comunicados militares admitíam como “muito provável” a hipótese extraterrestre da origem dos OVNIs.

Desde 1953 até 1959, a CIA, através da assim chamada "Comissão Robertson". , planeja o projeto "Grudge" (que significa ”rancor”, uma escolha sugestiva para o tratamento do tema); então se dá importância aos avistamentos e se ridiculariza as testemunhas.

Um ano mais tarde, quando o major Héctor Quintanilla e logo o capital Edward Ruppelt são postos a frente do projeto “Livro Azul”, a Força Aérea norte americana volta a tratar do tema como digno de atenção, porém sem despertar demasiadas expectativas. Em 1969, coincidentemente com o triste e célebre “informe Condon”, se encerra o “Livro Azul” e se conclui que nada dos relatórios sobre OVNI justificava um estudo científico. Até que por fim, desde os anos 80 até nossos dias, antigos militares afastados começam a trazer a tona as aparições, se bem que oficialmente o governo americano não a se manifestar a respeito, o apoio que presidentes como carter e Clinton tem dado aos investigadores privados e a Lei de Liberdade de Informação tem permitido que transcendam numerosos informes de índole militar que revelam a preocupação existente entre os altos mandos ante a presença destes aparatos.


Os militares argentinos opinam

Em nosso país tem ocorrido algo similar. Entre 1945 e 1955 as publicações oficiais ou semi oficiais (como a "Revista Nacional de Aeronáutica", hoje "Aeroespacio"), alertavam a procedencia extraterrestre dos OVNIs. O Boletím Informativo del Comando General de Defensa Antiaérea, em seu número 84, correspondente a 1953, reproduz conceitos tomados de publicações especializadas norte americanas, chegando as seguintes conclusões:



"1) Discos, cilindros e objetos similares de forma geométrica, luminosos e sólidos, tem viajado e muito provávelmente sigam pela atmosfera terrestre. O que fazem aqui? É algo que nenhum mortal sabe. Até onde sabe, suas explorações tem sido de caráter pacífico, porém cabe perguntar: Continuará assim, nesta situação”?

"2) Globos de fogo verde, mas brilhantes que a lua cheia, passam freqüêntemente pelo nosso céu. A tese sustentada a principio pela ciência de que se tratava de meteoros é inadmissível. A aviação militar norteamericana tem poderosas razões para crer que são naves de retropropulsão, porém pela velocidade que alcançam, se deduz que sua procedência é extraterrestre”. (Recordemos que para seu estudo, os EUA lançaram o chamado "Project Twinkle" -"Projeto Centelha")

"3) Estes objetos não podem ser explicados através do termo ambigüo de “fenômenos naturais, porque é claro que foram criados e são operados por uma inteligência superior a humana, ao menos no momento”.

"4) Finalmente, não existe força motriz na Terra que possa igualar sua velocidade”.



O artigo que inclui esta informação tem o título sugestivo de “Os discos voadores não estão só nas mentes” e pode ser encontrado codificado na Biblioteca Nacional de Aeronáutica.

O número 615 de março-abril de 1954 do Boletíim do Centro Naval inclui um artigo firmado pelo capitão R. Clerquin o qual resgata entre outras, esta passagem: “ Em resumo, por sua variedade de velocidades e acelerações, manobrabilidade e imaterialidade, os discos voadores desafiam as atuais leis da física, aerodinâmica, resistência de materiais e são habitados ou tripulados, e de fisiologia humana".



A Biblioteca do Círculo Aeronáutico, em seu Fundo Editorial da Coleção Aeronautica Argentina, adquiriu em 1955 os direitos do livro "Flying saucers from outer space" ("Discos Voadores do Espaço Exterior “) do major dos marines, reformado Donald Keyhoe, publicando-o com tradução do capitão Jorge Milberg. E em uma série de artigos publicados com sua assinatura na Revista Nacional de Aeronáutica, entre abril e junho de 1955, afirma textualmente: "Em vez de dizer que as opiniões aqui são de responsabilidade de seus autores, permita-me dizer que tudo o que aqui se dirá conta com minhas mais firme aprovação e que em todo momento faço minha as palavras transcritas ou aceito a veracidade dos fatos relatados”. Sob o título “ Crer ou não Crer” o que Milberg avalia são as declarações publicadas do polaco-americano George Adamski, que afirmava estar em contato assíduo com venusianos chegados em suas naves, mostrando fotografias que, para os organismos civís de investigação, bem poderiam tratar-se de de fraudes.
Neste caso, a publicação referendaria sua autênticidade, e mais, também exibiria, pela primeira vez uma fotografia jamais difundida dessa “nave venusiana” com um comentários sobre a funcionalidade e praticidade dos componentes ali mostrados.




OVNIs no Aeroporto de Córdoba

Já em dezembro de 1954, a Força Aérea Argentina havia difundido a observação realizada em 25 de novembro deste ano por um grupo de testemunhas qualificadas desde a torre de contrôle do aeroporto de Córdoba.

Pelo espaço de uma hora foi avistada uma estranha luz pelo doutor Marco Guerci, chefe da central metereológica do cidade aeroporto; Hugo Bassoli, operador da torre de contrôle; Orfilio Moreira, auxiliar do aeroporto no departamento de Plano de Vôo; Luis Rafael Gómez, rádio operador; Antonio Cubiles, rádio-operador; Alberto Baxter, funcionário da Aerolíneas Argentinas e Amadeo de la Cruz Farías, também funcionário do aeroporto.

Uma meia lua e uma esfera luminosa permaneceram a vista das testemunhas – e por serem da Força Aérea, não se pode qualificá-los de incompetentes - desde as 5:45 até a crescente luz do Sol as fez desaparecer. Ás 12:32hs do mesmo dia, o operador da torre de contrôle Dalmiro Santiago Castex, viu desfilar lentamente um objeto luminoso da cor do alumínio.
Em julho de 1955 a Revista Nacional de Aeronáutica, em um extenso editorial deixava certa sua posição: "Nós adotamos uma posição neutra, com tendência a credulidade”. Não duvidemos que para a dita revista era o orgão das autoridades militares; de fato segundo a lei vigente em nosso país, a expressão “Nacional” só pode figuar em nome ou instituição de caráter estatal ou militar, sob controle direto das autoridades. O critério desse editorial será pesado quando em fevereiro de 1957 na mesma publicação se reproduz o plano das evoluções de uma frota de OVNIs sobre a Casa Branca, assento do governo norte americano, segundo se viram através das planilhas de radar da torre de controle do Aeroporto de Washington.

O comentarista desmente a “explicação satisfatória” que nos últimos meses havia difundido o Proyecto Rencor, de que se tratava apenas de um “ fenômeno atmosférico”.

Porém, no rastro de informações se detem que 1961 com as apreciações do comandante Gustavo Alverto Ezquerra sobre a possibilidade de os extraterrestes nos conheçam melhor do que acreditamos. Estranho comentário. A partir dali tudo é silêncio nas publicações oficiais.
Salva honrosas exceções foram os sucesso da Antártida, coincidentes com a atividade desempenhada pelo capitão Omar Roque Pagani, no campos da investigação, e do sub oficial da Força Aérea Romualdo Moyano, na recompilação de informes. Porém segundo os provedores o publicado pelos respectivos Comandos em Chefe, o trabalho destes homem era “a título pessoal” e de nenhuma maneira comprometia a opinião das forças respectivas.

O informe Condon, fechamento do projeto Livro Azul e suas sequelas fizeram que o silêncio imperasse nos âmbitos castrenses, ou ao menos isso poderia mexer com o público porque a realidade era outra. Aumentavam os arquivos com casos denominados “inexplicados”, como clara reafirmação de que “outras” naves estavam sulcando nossos céus.

Alguns militares entenderam que era necessária uma metodologia para o estudo do problema e em uma publicação da Escola de Comando e Estado Maior da Força Aérea Argentina, o major Juan Carlos Sáez facilita a planilha de informes OVNI empregada pelo ATIC (Aerial Technical Intelligence Centre, ou Central de Inteligencia Técnica Aérea) com base em Edwards, Ohio, Estados Unidos. Sugería su emprego massivo pelo pessoal militar.

Depois dos anos 70, renasce o interesse, ainda que sempre são mais “sugestões” que afirmações oficiais, ainda que pese haver produzido sucessos que emocionaram a população, como a queda de um objeto não identificado na serra El Zaire na provincia de Salta ou a destruição de uma igreja por um objeto voador em povoado de Londres, Catamarca.
Durante 1979, o então comandante em chefe da Força Aérea, brigadeiro Omar Rubens Graffigna, deu diretivas ao capitão reformado Augusto Lima para que este, até então oficial de inteligência, da Comisión Nacional de Investigaciones Espaciales (CNIE) criasse dentro desta, a División OVNI.



O secredo dos arquivos.

O então chefe de imprensa da Armada, sem abandonar seu sorriso, reclinou sua poltrona, mexeu pela enésima vez seu café frio e repitiu: “Não ... aqui não sabemos o que passou com o material sobre OVNIs... Suponho que terá sido derivado da CNIE ou o Servicio Hidrográfico Naval". Dois dias depois uma situação parecida, desta vez no Servicio Hidrográfico Naval a mesma frase: "Aqui não... deve estar no edifício Libertad (sede da Armada) ou na CNIE". Até que fim na CNIE se fechou o círculo: "Nós temos o material OVNI da Aeronáutica. O da Armada é ela quem a possui.".

Em um dos arquivos que tive a sorte de consultar, descobri algumas pistas que contrdizem aparentemente esta desorientação no que concerne ao material ufológico.

O mesmo se encontrava com um jogo de cópias de comunicados da Força Aérea norte americana e da Secretaria de Defesa desse país solicitando informaciones sobre avistamentos de OVNIs. Tambem se guardava uma cópia mecanografica de um trabalho do tenente francês Plantier, com uma hipótese detalhada sobre propulsão dos discos voadores. Até que por último, nas dependências da Aeronáutica, tive a possibilidade de encontrar um artigo do capitão Lucio Tello, denominado "Novas concepções desafiam o espaço” , onde a especulação físico-teórica sobre os sistemas de propulsão espacial do futuro é ilustrada com naves na forma de discos voadores. E pastas (cuja procedência não me é possível explicitar) com casos realmente alucinantes.





O disco voador de Dudignac.

Em 20 de agosto de l955 o senhor Francisco Navarro, residente da localidade de Dudignac, provincia de Buenos Aires, dirigiu-se a praça central para tomar umas fotos de uma casa da VENCIDADE, quando observou que o centro das nuvens que estavam por cima dele, parecida deslizar com movimentos giratórios. CAcreditando estar presenciando algum insólito fenômeno metereológico, quando pegou um negativo que uma vez revelado apresentou difusamento o clássico disco voador, deslizando entre as nuvens.

O então interventor da Dirección de Aeronáutica da polícia provincial, capitão de corveta aviador naval Santiago Salvador Ambrogio, se dispôs a investigar o ocorrido. A conclusão final, fechada em 25 de outubro desse ano, disse: “ O agregado no informe pericial da seção Fotografia desta polícia, deduzisse que com efeito, é certo que houve a passagem de um objeto aéreo desconhecido na localidade de Dudignac, provincia de Buenos Aires, no día 20 de agosto do corrente ano, aproximadamente entre ás 9.30 e ás 10 horas".

Porém este era só o início da história. A MADEJA desta investigação começava a desenvolver-se brindando-me resultados inesperados : casoa nunca revelados pelas Forças Armadas até o presente e encontros de militares argentinos com pretensos extraterrestres. Um material que havia estado por muito tempo oculto a sete chaves da opinião pública Um material que ao qual até então nenhum civil havia tido acesso.


OVNIs na base naval de Puerto Belgrano


No principio da década de 60, era chefe da Divisão de Informações da Armada o capitão Sánchez Moreno. Muitos anos depois, estas seriam suas palavras: “ A Marinha de Guerra mantém desde 1952 uma constante preocupação sobre o fenômeno da aparição de objetos voadores não indentificados em nossos céus, como faz a Aeronautica. Em tal atividade compartilhamos a preocupação que se guarda em muitos países do mundo. Lógicamente que nem sempre as informações que chegam podem ser tomadas ao pé da letra. Tinhamos instruções precisas acerta do registro destes objetos, e a elas nos ateniamos. Aceitávamos que devia guardar-se cautela, fruto da reflexão e de analise de cada caso em particular”.

Perguntado o capitão Sánchez Moreno acerca da soma de antecedentes a respeito da possibilidade de que estes objetos existam, respondeu: “Particularmente, posso dizer que os tenho visto. Foi em fevereiro de 1955, em Mar del Plata. A observação foi feita com um capitão de fragada e um sinaleiro de nossa Marinha. A percepção se repetiu várias vezes durante 12 minutos tanto de noite como de dia. Lógicamente, não se tratava de estrelas ou planetas, mas de corpos móveis, em deslizamentos incríveis e de irregularidade em seu itinerário”. E prossegue: “Bem, senhor jornalista, posso dizer que esta informação que está em seu poder pode ser admitida. A vocês os jornalistas cabe investigar ou corroborar. Para saber que faz tempo, puzemos entre outros, o testemunho de quatro pessoas que merecem toda fé e seu relato coincide com os antecdentes do tema que estamos tratando. Estas quatro pessoas, viajando de automóvel as 4.30 horas da manhã, vieram três objetos luminosos de uma distancia muito próxima. Correram um tanto na mesma direção do objeto que desprendia uma luz deslumbrante, a tal ponto que dentro do veículo cada passajeiro podia ver-se e ver o interior do veículo como em pleno dia. E algo mais; um deles veio a submeter-se a um tratamento oftalmológico em decorrência da intensidade luminosa em sua retina”.
"Saibam vocês que esses “discos” – disse - objetos ou o que sejam, deslizam sobre o horizonte. Neste caso que lhes contei, os viram abaido do horizonte. Ou seja, que os distinguia claramente, tendo como fundo da elevação do terreno, e o mais surpreendente foi que se observou que um deles realizou manobras de “subida e descida”. A investigação, pelo visto, prosseguia brindando dados até agora inesperados .


Em uma das páginas do “Manual de Informações”, publicado pelo Departamento de Acción Psicológica, impresso nas gráficas do Serviço de Informações do Exército (divisão de inteligência e espionagem daquela força), no exemplar correspondente ao terceiro bimestre de 1962, pode-se ler o seguinte parágrafo:

"Há que se consignar que estes OVNIs foram observados a partir da base naval de Puerto Belgrano, onde inclusive seu próprio comandante, o contra almirante Eladio Vázquez, foi testemunha presencial daqueles evoluções, ocorrendo o mesmo a partir da base aeronaval de Comandante Espora. Há que se destacar, o interesse que sempre tem despertado e mantido as atividades dos OVNIs em nossa marinha de guerra, a qual desde 1952 manttém uma comissão encarregada do estudo destes problemas. Foi precisamente um integrante desta comissão, o capitão de fragata médico Constantino Núñez, o que partiu desde Buenos Aires com a missão de recolher toda a informação possível sobre as aparições ocorridas na região de Bahía Blanca entre 21 e 22 de maio último".





Naufragio extraterrestre.

Em 11 de agosto de 1964, o capitão de corveta Saúl E. Salgado pilotava um avião Beechcraft 5-G2. Já eram 17 horas, voando a 2.550 metros de altura próximo ao cabo Vírgenes, descobriu de repente um artefato luminoso, reverberante, que flutuava sobre o mar. A princípio, pensou que se tratava de um barco refletindo os raios solares, porém ao vê-lo voar entrou em contato com a torre de contrôle de Rio Gallegos para perguntar se havia algum avião naquela região; lhe responderam que o único era DC-3 naval, ao que avistou em seguida adiante dele. Intrigado, desceu notando que o OVNI se achava agora a uns 50 metros do sólo, movendo-se “como um avião, lateralmente ou bem atrás”. O capitão Salgado decidiu enfrentá-lo, partindo então na direção oposta até perder-se no firmamento.
Uns anos antes, em 11 de outubro de 1960, desde o Curtiss Super C-46 de Austral que realizava o vôo 803 Río Grande-Buenos Aires, o co-piloto, Gonzalo Gil, havia advertido sobre um raro artefato flutuando sobre o mar. Nesse momento, ás 18:17 horas e voando a 2.100 metros se achava a 12 milhas ao sul de Belén, que domina um setor do golfo San Matías, na provincia de Río Negro.

Sem diminuir a altura mencionada, o comandante Luis Bochatey efetuou uma manobra que permitiu a ambos, como também ao operador de rádio Labeta e o senhor Mario Munlet -que viajavam na cabine- observar borbulhões na superficie do mar, que formavam uma figura circular. Já não era mais possível observar o corpo que motivara a advertência do co-piloto, porém aquilo pareceu indicar que havia realizado um movimento de imersão.
Duas semanas antes do incidente de cabo Vírgenes, já havia ocorrido outro fato supreendente em alto mar. Foi em 28 de jullho de 1964, quando o capitão do barco norueguês "Sumber" efetuou por radio um anúncio dramático: “Estamos vendo cair desde a grande altura um artefato extranho, ao que parece em chamas! Se preciptará no mar!” Por sua vez, 40 milhas náuticas a sudeste de Puerto Rawson, desde o navio tanque argentino "Cazador", que navegava desde Comodoro Rivadavia até o porto de Buenos Aires minutos depois daquele chamado angustiante, por volta das 21 horas, escutaram vozes na água como de pessoas em aflição de afogar-se, sem conseguir localizar seu ponto de origem.

Ainda que carecia de notícias no sentido de que houvesse algum barco navegando naquelas imediações , o capitão anunciou: “ Que se inicie a busca por náufragos, será difícil dada as circunstâncias, já que é noite de céu encoberto”.

Nada puderam encontrar.E aqui cabem várias perguntas: Se tratava na realidade de um verdadeiro acidente? Em caso afirmativo, de um avião ou de um disco voador? Não se supos a perda de algum aeroplano ou avisões pequenos. Se era um OVNI, acidentou-se ou aquatizou?





Os submarinos fantasmas

A Fuerza de Tareas de Instrucción, em 30 de janeiro de 1960, conduzia os cadetes da Escola Naval Militar que realizavam seu cruzeiro anual pelo litoral atlántico. As 9.30 horas, nas proximidades de Golfo Nuevo, provincia de Chubut, o sonar registrou um “provável submarino”.

Ante esta inusitada novidade, a partir desse momento se efetuou, durante varios días, uma patrulha permanente pela região, operação intimidatória que levaram a cabo o destróier "Cervantes" e as patrulhas "King" e "Murature", concluiram que o intruso saíra a superfície e pudesse ser reconhecido e determinado seu motivo para permanecer em águas jurisdicionais. Em uma oportunida o aparato, emergindo próximo do naviooficina "Engenheiro Gada", deixou apreciar características estranhas: um cone alto, uma espécie de “quiosque” e o que pareciam ser periscópios curtos.

Realizadas as comunicações a todos os países do globo, estes responderam negativamente a possibilidade de possuirem submarinos operando naquela zona. Em 15 de fevereiro, um porta-voz da base de submarinos disse o seguinte a imprensa: Quando a Força Tarefa que opera no Golfo Nuevo iniciar o emprego de novas armas adquiridas nos EUA, o submarino invasor levará uma desagradável surpresa. Até o momento, vem obtendo vangatem este jogo de gato e rato, já a 16 dias ".

O gato e o rato! Sem dar-se conta, dito porta-voz havia posto o dedo na chaga. É identica comparação com pilotos norte americanos que depois de perseguir sem sucesso com seus aviões aos OVNIs. O vaticinio não se cumprio. Nas jornadas seguintes, uma profunda consternação foi crescendo nos meios locais da marinha, pois que pese seuao empenho para então modernos e específicos armamentos adquiridos, ao resultado foi negativo. No dia 25 a Secretaria da dita arma anunciou a finalização das operações, “sem que ele signifique que a Armada Nacional tenha fracassado no cumprimento de sua missão de resguardar nossa soberania marítima”?

O problema dos submarinos estranhos havia iniciado já em 21 de maio de 1958, quando a força de destroiers localizou com seus equipamento de escuta subaquatica a nordeste do pequeno porte Cracker, um objeto navegando submerso. Então o presidente da nação, dr. Arturo Frondizi confirmou em audiência a imprensa dia 23 a grave notícia.
Posteriormente, e logo que em abril do ano seguinte as autoridades de Puerto Belgrano dispuseram uma investigação, a raiz das declarações efetuadas pelos tripulantes de navios petroleiros no sentido de ter avistado objetos misteriosos ao sul de Bahía Blanca, la Marinha de Guerra realizou uma ação violenta contra os supostos invasores.

Assim, em 19 de outubro, a fragata “Heroína", operando na região de Comodoro Rivadavia assim que obteve um contato de sonar e perceber “algo assim como uma torta ", abriu fogo com sua artilharia sem resultados visíveis. Aquela então submergiu, porém o contato foi retomado as 01.46 horas do dia 20, oportundiade em que se reiniciou o ataque com armas de proa e cargas de profundidade. Nessa mesma jornada, o torpedeiro Buenos Aires estabeleceu por sonar a presença de corpos estranhos entre Puerto Madryn e Ushuaia, lançando quatro bóias para deixar demarcada a última indicação consignada.

O comando de Operações Navais iniciou então a exploração aérea e Fuerza Antisubmarina -de caça e ataque- concentrando no porta aviões “Independencia" e a força de destroiers.

Em 18 de janeiro de 1961, dois destroiers realizaram manobras a 80 kms de El Rincón, quando as 10.45 horas foi detectado um “objeto cilíndrico” navegando rumo 180º . Disseram então que um galardete negro que adverte " a possibilidade de ataque" lançando então quatro bombas. Começou assim uma perseguição de duas horas, porém o misterioso visitante se desvaneceu na área do sonar.



"Passou por debaixo do navio!".

Um navio mercante, o "Naviero", (antigo "Victory" fabricado nos EUA em 1945) regressava do porto de Zëebrugge, Bélgica, onde havia embarcado pólvora para fins militares, detonadores para YPF e colchonetes para Aeronáutica. Dito cargueiro, pertencente a empresa Líneas Marítimas Argentinas (ELMA) seguia com uma tripulação de 40 pessoas. Sendo as 18.15hs. do domingo de 30 de julho de 1967, se encontrava ao sul de Santa María Grande, a 150 milhas náuticas da costa brasilera, sulcando as águas a 17 nós de velocidade.

O capitão da Julián Lucas Ardanza (mais de 20 anos de navegação) se encontrava em sua cabine, jantando com a tripulação – menos aqueles que se encontravam de guarda – De repente recebeu um chamado: desde da sala de comando, o que representava ser o primeiro oficial Jorge Montoya.

Subiu imediatamente. Deslizava um objeto oscuro que os dois marinheiros observaram desde o poente, fazendo conjecturas sobre sua natureza. Não possuia periscópio como os submarinos; não podia ser uma baleia, porque carecia de curvas ao movimentar o corpo e estes animais se afastam ante o ruído das máquinas. Era "um corpo sólido navegando que obedecia as leis de velocidade e deslizamento”, ainda que não fosse possível saber se era tripulado.

Se observava com bastante nitidez. Largo, com a forma de uma aba de chapéu, dele surgia uma densa luz entre celeste e esbranquiçado, a altura da proa do "Naviero", desenvolvia velocidade silenciosamente, sem produzir rastro, senão uma fluorescencia esbranquiçada. Tinha 30 metros de largura e 5 de ancho.

Após uns 15 minutos, aquele “acompanhante” misterioso realizou um movimento de retrocesso, colocando-se a altura da metade da nave. Logo girou para direita, aumentou imprevisivelmente sua velocidade, e passou por debaixo do casco! Temendo ser atacados, os marinheiros correram a tempo de vê-lo desaparecer a altura do armazém número 2, com rumo aproximado de 145º, a uma velocidade de 25 nós (cinco a mais do que podia dar o cargueiro), para finalmente desaparecer.

A insólita novidade foi transmitida pelo operador de rádio Elías Rabinovich as autoridades argentinas, como também ao Brasil, por ter ocorrido dentro de suas águas territoriais. A embarcação não contava com sonar para detectar corpos submersos. Os testemunhos foram de apenas duas pessoas; quanto ao resto da tripulação lhes informaram posteriormente com calma para não criar uma perigosa psicose. Calcularam que a distancia inicial foi de 30 metros, e que o objeto passou por debaixo do casco a uns 15 metros de profundidade.

O "Naviero" atracou na doca S, seção 4ta de Puerto Nuevo, em 2 de agosto as 23.15 horas.





Desaparece o T-48

Em 3 de novembro de 1965 um Douglas DC-4 pilotado pelos comandantes Renato Felipa e Miguel Moyano, levando 69 passajeiros entre tripulantes, oficialis e cadetes da Escola de Aviação Miliatar argentina , que faziam viagem de encerrando o curso, desapareceu misteiosamente ao sobrevoar as selvas de Talamanca, em Costa Rica. O lugar é próximo ao denominado Triângulo das Bermudas.

Em uma conferência dada meses depois, Dante Cafferatta, ex marinheiro argentino, contou sobre a perda de 4 aviões norteamericanos no ano de 1958: "Isto ocorreu exatamente onde desapareceu nosso T-48, senhores. E a Força Aérea sabe muito bem que a última mensagem do piloto dizia: “O rádio morreu”, é o mesmo que dizer que não tinha alimentação pois havia desaparecido toda forma de energia. Voava em uma espécie de zona morta, exatamente a mesma onde tem sido avistados discos voadores que a principio parece precipitar-se como chumbo na selva profunda. Cremos firmemente que os cadetes do T-48 estão vivos, raptados por seres extraterrestres. Com a ajuda militar ou sem ela, entendemos que devemos entrar em contato com estes etranhos visitantes para saber quem são e o que buscam na Terra”. Sem dúvida, cremos que etas afirmações de Cafferatta são difíceis de se comprovar.

Nove anos mais tarde, em novembro de 1974, a "Comissão Pró Busca do Avião T-48", solicitou uma audiência com o Poder executivo Nacional, acusando a um alto oficial, tripulante do T-43 que acompanhava a estranha máquina, de ter determinado estritas ordens proibindo qualquer comentário sobre o ocorrido. Imputou a si mesmo e aos governos do país e altos comando da Força Aérea, a assumir sistemáticamente, “por uma razão que nos parece inexplicável”, um papel de obstrução a investigação do fato

Não obstante, não seria coerente com toda a informação que a mim tem chegado sobre este caso, a não ser as palavras de uma jovem da cidade de Paraná, provincia de Entre Ríos, cujo nome me reservo a não dizer, irmão de um dos cadetes envolvidos no caso que muitos anos depois, me comentara as suspeitas – mantidas também por seu pai, o mesmo alto oficial de aviação que em duas oportunidades integrou expedições de busca na selva costarriquenha de um fato ocorrido desde o Panamá, naquele tempo forte assentamento militar norte americano em plena paranóia da Guerra Fria, se haviam disparado mísseis interceptores ante a presunção de tratar-se de uma incursão aérea cubana, silenciando-se após descobrirem se tratar de um trágico erro, diria então que por meios indiretos da mesma inteligência militar norte americana pode ter dado acolhida aos rumores de OVNIs para confundir e desviar a atenção pública dos motivos reais. Extrapolando, posso então supor que boa parte, senão toda a lenda e saga do Triangulo das Bermudas poderia ter sido uma operação de contra inteligência, uma hábil e eficaz maneira de ocultar toda a ação bélica ultrasecreta na região, todo acidente fortuiuto, toda agressão com conteúdo político mas que militar contra o regime de Castro. Tod e qualquer coisa estranha que ocorrera poderia ser atribuida aos extraterrestes. E mais, dado que a imprensa não levar o assunto a sério, o temor ao ridículo inibria a investigadores independentes.


Também é certo que não se despejam assim certas dúvidas. Porque cai o T-48 e não o T-43 que o acompanhava? Mais além da dependência econômica, cultural e política que teriamos com o grande país do norte por aquelas datas?, Não tive nenhuma filtragem de informação desta segunda tripulação ainda em décadas posteriores? Porque haveriam de disparar se não estavam em céu ianque? Por mais que a intenção de evitar as comuns frentes de tormentas que levara os aviões a alterar o plano de vôo, se disparou sem mais nem menos? Não é lógico supor que ambas as partes teriam feito todos as tentativas possíveis e buscado estabelecer contato visual antes de atacar, seguramente de que se essa presunção – a da invasão soviética através de Cuba – fora certa, o derrubar seus aviões fora do espaço aéreo norte americano, seria a desculpa ideal para torná-lo um ato de guerra, com conseqüências imprevisíveis? E finalmente, como em épocas de paz onde tantos colegas gostam de ressucitar “mistérios” do passado recente e reinvestigar-los, onde as revistas se dedicam a ocupar páginas lembrando assassinos do início do século, brigas sindicais da década infame, catástrofes inexplicadas ou escandalos naufragados, tempos terríveis nas águas dos tribunais argentinos, nada que tenha ocorrido a repassar este episódio buscando protagonistas que ao passar do tempo, aportaram suas lembranças?





Disparem sobre os alienígenas

Era pouco antes das duas da madrugada desse 19 de jullho de 1968 quando um amplo setor que cruza o Tapalqué, nas cercanías de Olavaria, provincia de Buenos Aires, foi iluminada por um amplo clarão, acompanhado de um estranho zumbido cada vez mais intenso. O cabo Menéndez, que nesse momento procedia a socorrer seu companheiro de guarda do 2º Regimento de Atirados da Cavalaria Blindada "General Paz" advertiu, assombrado, o raro fenômeno. Apressadamente com outras testemunhas, informaram ao oficial de serviço.

Armados com metralhadoras PAM e um jeep descoberto, se dirigiram ao lugar do fato. Uma vez ali, comprovaram com supresa e a poucos metros de altura, as evoluções de um objeto ovalado, plano e com patas curtas nas bordas, que emitia brilhos multicoloridos.

De repente, com movimentos inteligentes e a uma vertiginosa velocidade, girou de forma vertical ao terreno, para aparecer momentos depois pelas costas do grupo supreendido, ou seja, interpondo-se em seu caminho a guarda, pousando próximo de uns arbustos, atrás da pista de aterrissagem de aviões utilizada pela força militar em ocasiões de emergência ( outras versões indicam que o fez na mesma pista).

Temos de esclarecer aqui que este tipo de pequenas diferenças em um caso tão assombroso é aceitável, devido ao nível de excitação das testemunhas.

Ao dar um giro de 180º sobre si, os efetivos militares, -sempre segundo informantes – se encontram junto a uma estranha nave de cor agora prateada, que havia diminuido sua extraordinaria luminosidade, estavam parados três seres de aspecto humanoide que mediam mais de dois metros de altura e usavam prateados uniformes. Estes, com passos lentos, dando a impressão de pouca estabilidade por seus bamboleios, fizeram certo gesto de avançar sobre a comissão. E em uma reação possível ante o nervosismo existente no grupo, o cabo Menéndez teria apertado o gatilho da metralhadora PAM, conseguindo disparar cinco tiros contra os ocupantes do OVNI.

Então estes desconhecidos teriam levantado uma mão, mostrando uma pequena bola iluminada, quando todos os presentes passaram a sentir uma sensação de desgano e cançasso, incapacitados de voltar a utilizar as armas, sem chegar a determinar se isto de deu em decorrência do transtorno psicomotriz que lhes afetou.

De acordo com as versões, todas coincidentes, os seres teriam dirigido de novo para o objeto, sem demonstrar em absoluto que os projéteis disparados contra eles tivessem feito algum dano, entraram então no artefato e reiniciaram a viagem desprendendo grande velocidade. Então a comissão militar parece ter recuperado as faculdades e retornou a Olavaria para relatar a seus superiores o fantástico acontecimento. Se encontrava de guarda o major Catani que nessa época era chefe da unidade o coronel Luis Máximo Prémoli.


O caso Niotti


Este caso é especialmente interessante, por três razões fundamentais:

1) A testemunha: Capitão Hugo Francisco Niotti, oficial de aeronáutica que na data do ocorrido (3 de jullho de 1960) prestava serviço na Escuela de Suboficiales em Córdoba, e que dirigindo-se ao povoado de Yacanto observou um cone escuro, horizontal em relação ao solo, com velocidade de 5 a 7 km/h, e uma aceleração final rápida que o levaria a 200 km/h. em 3 segundos, e a uma altura de 10 a 15 metros. Obtive uma fotografia com película de 35mm, de 21 DIN, com diafragma de 2,8 e 1/60 de segundo de velocidade, distancia em infinito.

2) A primeira análise: Realizado em agosto deste ano por técnicos em fotografia do Serviço de Informações da Aeronáutica. Disse em seus parágrafos sobressalentes: “ ... Do exame efetuado se entende que o processo de revelação do dito negativo foi normal, podendo-se afirmar, sem qualquer dúvida, que existe o registro de um objeto que pode estar relacionado com o afirmado pelo honrado oficial. Quanto ao fato deaparecer mais escura a base do cone que é de cor cinza que o capitão Niotti observou no objeto- poderia atribuir-se a princípio, a sensibilidade da película fotográfica por influência de radiações não compreendidas no espectro luminoso e de natureza desconhecida “.

3) A na´salie final: Foi efetuada por uma instituição norte americana, denominada GSW (Ground Saucer Watch) que está desenvolvendo um programa para análise computadorizada de fotografias de OVNIs a partir de sistemas de ampliação e reforço de fotografias de satélites. Este programa tornou coloridos os "pixels" ou células fotográficas da placa original e analizam, por orde; densidade do objeto, temperatura do mesmo, análise espectrográfica, tamanho real e distancia em relação a câmara. Desta análise, se conclui que Niotti fotografou um aparato auto propulsado volumoso, denso, constituído de por ligas metálicas indetermináveis e com um sistema de impulso não convencional, já que se manifesta – o computador – com uma periferia fortemente energética que não semelhante a nenhum dos sistemas de transporte conhecidos.



O que estamos investigando?

A preocupação e compartilhada por todos, organismos civis e militares. Não seria estranho que alguma vez se juntasse o melhor de ambas partes para nos aproximarmos, ainda que seja só um pouco mais, a grande busca do homem: o conhecimento sobre o que há mais além.

A informação que vou passar nestas linhas, está qualificada de confidencial, razão pela qual não revelarei os nomes de seus protagonistas.

Os cinco casos em estudo já estão verificados e as fontes consultadas a respeito são absolutamente confiáveis.

O primeiro dos casos ocorreu em meados de abril de 1982, durante o conflito das ilhas Malvinas. Três oficiais do Exército se deslocavam em um caminhão Unimog nas proximidades de Comodoro Rivadavia, provincia de Chubut, quando o motor começou a falhar sem uma causa evidente. Era noitecer quando os refletores do transporte militar iluminaram a três seres de aspecto humanóide.

Para se ter melhor idéia das características destes seres, a descrição feita pelos militares a seus superiores, são coincidentes com o que em Ufologia conhecemos como Tipologia I, ou seja, pequenos, aproximadamente um metro de altura e crâneo hiperdesenvolvido.

Ao notar a presença do veículo, estes subiram em um objeto similar a uma nave que não emitia nenhuma luminosidade, ficou suspenso no ar a poucos metros do solo, fazendo um “tubo” ou um corredor de luz que supreendia e lentamente saiu da parte inferior do OVNI.
Flutuavam nele, e em poucos segundos uma espécie de porta os fez desaparecer da vista dos atônitos militares. De imediato a nave se distanciou até perder-se de vista.

A segunda história tem uma ampla conceção com os casos relatados em Bahía Blanca e o litoral da região de Buenos Aires, já que ocorre nas proximidades da base aeronaval de Punta Indio. Acredito que nunca foi revelado até o momento.

Corria o ano de 1963, quando em uma das muitas aparições de OVNIs na região, um avião Gloster Meteor se encontrou em vôo com um disco voador. O contato via rádio com a base foi bastante dificultoso, porém ambos objetos – a princípio separados por uma distancia considerável – eram captados com clareza pelo radas. O OVNI representava uma mancha muito maior na tela. Em dado momento, ambos “ecos” começaram a aproximar-se perigosamente até que, para surpresa dos técnicos militares da torre de contrôle, as duas manchas na tela se conviertem em apenas uma, que sai impulcionada a grande velocidade fora do alcance do radar.

Durante bom período de tempo se tentou rastreas o avião desaparecido, porém o mistério mais absoluto envolveu o destino da máquina e o piloto.

Existe a evidência física proporcionada pelo radar, que segundo se comprovou depois, funcionava corretamente. Se bem que neste sentido, os informes são confusos, um campo de nuvens – que o piloto havia atravessado antes de ver o objeto voador não identificado – impedia todo contato visual a partir da terra.

O supreendente é que os militares supunham que ao juntar-se os “ecos” na tela deveria ter produzido, pela lógica, uma colisão. Porém não foi assim.

Oficialmente, nada foi informado sobre este caso, nada que saísse do normal no caso de perda de aeronaves em vôo. Nunca se disse algo sobre a máquina e o piloto e imagino, a uma viuva resignada recebendo uma medalha post-mortem, uma bandeira dobrada e uma pensão generosa para que se contente com um curto informe como na época em que não era muito saudável questionar os militares argentinos.



O sargento sequestrado no sul

No início da década de 70 um avião militar "Guaraní", com quatro tripulantes realizava um vôo entre Paraná, Entre Ríos, e a base aérea de Morón, provincia de Buenos Aires, quando foi virtualmente perseguido por um OVNI. O piloto recorda bem como era a nave, de tipo elíptico que não parecía ter luz própria, mas "como" refletida (ainda que não se supos ser mais claro a respeito de onde ou de quê).

Segundo o testemunho do protagonista, em dado momento tanto ele como seus companheiros de vôo perdem contato com a realidade. Essa falta de conhecimento durou muito tempo, até que despertam – 200 km depois – e começam novamente a ver o estranho objeto distanciando-se de sua trajetória.


Surrealista, bizarro. Espectral. Um avião com seus motores roncando, atravessando a limpa atmosfera junto a um sombrio e silencioso acompanhante, com quatro homens inconcientes em seu interior, e ele no interior do quê, se os alienígenas perdessem o controle, seria um metálico e torrado ataúde.

As únicas recordações destes momentos que conserva nosso confidente, foram desses instantes iniciais e finais já que misteriosamente, as sessões de hipnose que narram ter realizado por exigência de seus superiores para efeito de relatar tudo o que tiveram registrado da esperiência em sua mente subconsciente, não aportou nenhum dado. Em poucas palavras, sua memória havia sido praticamente apagada

Por último este tipo de avião não utilizava piloto automático, então, como seguiu voando a altura e direção corretas?

Para ufólogos saudosos, este caso recorda estranhamente o do piloto privado Carlos Núñez, que em l978 viveu uma experiência similar próximo do aeroporto internacional de Acapulco, México, só que neste caso – por tratar-se de um protagonista civil em um ambito estritamente comercial – transcederma outros detalhes, como a gravação que a torre de controle fez entre eles e uma suposta inteligência extraterrestre que “controlava” ao piloto que, igualmente inconciente, permanecia na cabine entre dois objetos brilhantes que acompanhavam seu vôo, em um psicodélico diálogo com os controladores de tráfico aéreo (eu mesmo não só ouvi esta fita, e posto dezenas de vezes em programas de rádio e tv). Tive outra dedução, o piloto foi por durante semanas sistemáticamente assediado por "Homens de Preto" decididos a obrigá-lo fazer silêncio – como de fato vem fazendo – sobre o fato, depois das primeiras entrevistas a jornalistas.

Algo similar ocorreu então com o episódio seguinte, onde muitos fanáticos agiram com estranheza uma cena, perguntando-se se não estaria re-contando o conhecido caso Valdez, casualmente ocorrido neste mesmo ano de 1978 no Chile, onde um cabo do exército foi sequestrado literalmente por um OVNI com uma estranha aberração temporal. Não, não confundo os tantos casos, este é outro caso, estranhamente similar.

É o chamado "caso de Pampa del Castillo". Três sub-oficiais do exército aproveitaram uma folga e decidem sair . Para quem desconhece o lugar, Pampa del Castillo se encontra na provincia de Chubut, entre Colonia Sarmiento e Comodoro Rivadavia. Uma meseta desértica, assolada incessantemente pelo vento, onde estranhamente sobrevivem alguns guanacos, emas , pumas e dezenas de lebres patagonicas.

Em um determinado momento, já no início da noite, observam o deslocamento de uma nave que desprende uma grande luminosidade e que pousa próximo do lugar onde estavam. Um sargento sai ao encontro do objeto, a luz se faz tão intensa que obriga aos outros dois militares a fechar os olhos. Quando voltam a abri-los descobrem que nem a nave e nem seu companheiro se encontravam nas proximidades. O procuram por bom tempo até que decidem voltar a guarnição para denuncias o fato a seus superiores.

Três dias mais tarde, a 150 kilometros do lugar dos acontecimentos, é encontrado o sargento, caminhando, meio tonto, sofrendo um tipo de amnésia parcial. Submetido a longos estudos, sua mente se encontrava no branco total. Que havia ocorrido nesses três dias? Nada se sabe.

Mais uma historia. Temos mantido contato com um tripulante de um navio da ex ELMA (Empresa de Líneas Marítimas Argentinas), para conhecermos uma ocorrência totalmente fora do normal.

A nave que sulcava o mar na altura de Guayaquil, Equador, com pessoal argentino a bordo, começou a registrar uma falha importante na sala de máquinas. Em poucos instantes, uma grande luz cubriu todo o barco, fazendo com que a noite práticamente se convertesse em dia.

O capitão, sem esperar, mas decidiu chamar a atenção, fazendo com o que todos os marinheiros vestiram seus jalecos salva vidas e sairam a tempo de presenciar um espetáculo impressionante: “Uma luz pequena se deslocava em forma pendente da proa a popa e da popa a proa". Este fato se prolongou por um espaço de 5 minutos, até que da mesma maneira que havia aparecido, desapareceu lentamente, perdendo-se no mar.

Muitos se perguntaram, se não havia tratado de uma confusão com um fenômeno natural. Não creio, pela quantidade de informação e o longo período de observação que permite, dominado o temos e a ansiedade inicial, racionalizar o que se está vendo, ainda pelo fato de que nossa testemunha tem mais de 20 anos de experiência de navegação por todos os mares do mundo.



Dentro do material que temos recebido nos chamou muito a atenção o “ Formulário de Informação Técnica sobre Objetos Voadores Não Identificados - OVNI", editado pela Divisão Gráfica da Secretaría de Marinha, Armada Argentina, Estado Maior Geral Naval, Serviço de Inteligencia Naval. O exemplar, que está em nosso poder, tem a numeração 2630 e em sua página 1 contém o seguinte texto: “ O seguinte questionário tem sido confeccionado de maneira que você possa dar toda a informação que seja possível com respeito a Objetos Voadores Não Identificados que tenha observado (se entende por OVNI a qualquer objeto em vôo que, por funcionamento e características aerodinâmicas assim como achados insólitos, não está de acordo com projéteis, aviões, objetos ou fenômenos atmosféricos conhecidos). Trate de contestar todas as perguntas que possa. A informação que você trouxer, será utilizada com propósitos de investigação e considerada material confidencial . Seu nome não será usado sem sua permissão, em conexão com qualquer declaração ou publicação que se tenha sobre o tema. Este questionário, uma vez preenchido, deve ser enviado a: Serviço de Inteligencia Naval, Bartolomé Mitre 1465, Buenos Aires".

Ainda hoje conhecemos muito pouco do material que a Armada recolheu e investigou. Seguramente deve formar parte de algum arquivo, desses que acumulam expedientes ainda classificados como "secretos".



Em julho de 1962 um estranho objeto voador desceu no aeroporto de Chamba Punta, na provincia de Corrientes. O diretor do aeroporto, Luis Harvey, ordenou imediatamente que se liberasse a pista de aterrissagem. Em poucos momento um OVNI descrito como "um objeto perfeitamente redondo" se aproximou a alta velocidade. Logo se deteve e permaneceu estável no ar durante três minutos. Apesar de a Força Aérea ter sido alertada, não foi tentada nenhuma intercepção. Porém desgraçadamente, alguns presentes excitados, correram na direção do objeto para efetuar uma inspeção mais próxima e o disco voador decolou a toda força.

Naquele mesmo ano, em 22 de dezembro, se levou a cabo uma aterrissagem no aeroporto internacional de Ezeiza, provincia de Buenos Aires. No amanhecer, um DC-8 de Panagra estava efetuando sua aproximação para a aterrissagem. Quando acenderam as luzes do aeroporto, os pilotos se sentiram muito assombrados ao ver um objeto com forma de disco pousado no extremo da pista.

Quando o capitão chamou a torre, um controlados de tráfico disse que aquele artefato acabava de aterrissar. Dado que o OVNI estava bloqueando a pista, o capitão fez subir seu aparato para iniciar um giro ao redor do campo. Durante mais um minuto o aparato permaneceu em terra, iluminado pelas luzes de aterrissagem. Os pilotos do DC-8 esperavam ver como os veículos do aeroporto corriam ao longo da pista... o que ao menos se aproximaram cuidadosamente do disco voador. Porém, sem que nada surgisse, o disco se elevou lentamente e subiu até perder-se de vista.





"Triângulo mortal" na Argentina

Em 1978 o editorial Cielosur, de Buenos Aires, publicou o que fora meu segundo livro, “Triángulo mortal en Argentina". Nele se aventurava arriscar hipóteses que existían em nosso país “janelas” ou “passagens” análogos, para mim, ou a um fascinante “Triangulo das Bermudas” . Assim nesse livro divulguei minha extensa investigação sobre o tema, -creio que nesse ano percorri mais kilômetros que nos 10 posteriores de minha vida - como em arquivos próprios. E nele citei alguns testemunhos de militares já afastados. Os incorporo aqui, não somente pela credibilidade de que merecem, mas porque abrem outros capítulos que não explorarei aqui, e não me extender sobre este particular.



Em 22 de maio de 1962, uma formação de aviões da Armada que voava próximo da base aeronaval Comandante Espora, a poucos kilómetros de Bahía Blanca, observarom varios objetos não identificados durante 35 minutos, em vôos rasantes próximo dos mesmo comandados do tenente instrutor Galdós.

O piloto aluno Eduardo Figueroa viu um objeto alaranjado que se movia seguindo um rumo oscilante por debaixo do horizonte do avião. Tentou perseguí-lo, porém lhe escapou.

O aluno Roberto Wilkinson, voando a 4000 mil pés, informou que sua carlinga fui súbitamente iluminada por um objeto situado atrás do avião. Um OVNI luminoso passou então por debaixo do aparato, perdendo-se de vista sobre as luzes da cidade. Durante sua observação, a rádio deixou de funcionar.

A torre de controle perguntava ao comandante da esquadrilha se via algo no céu. O interpelado negou que via um disco ou objeto luminoso e circular, de cor alaranjado e do diâmetro aparente da Lua, a uns 30º sobre o horizonte e encima de Bahía Blanca. O OVNI, então se deslocou para o sul perdendo-se ao lonje.



Em 2 de novembro de 1963 desde a popa do transporte da Armada ARA Punta Médanos foi vista uma enorme aeronave, que não pôde ser identificada. O imenso OVNI era arredondado e se movia a grande velocidade. Não mostrava luzes de posição nem emitia o menor ruído.

Quando apareceu a máquina desconhecida, as agulhas dos compassos magnéticos do buque se desviaram súbita e simultáneamente, apontando para a mesma. A energia que causou esta interferencia electromagnética foi causada pela distancia em que se encontrava o OVNI que, segundo o informe da Armada, se encontraba a 2 mil metros do barco.

Quando o OVNI desapareceu, os indicadores voltaram a sua posição normal, o comandante de transporte se comunicou por rádio com o comandante em chefe da Marinha de Guerra. Este se mostrou preocupado, ao ponto de ordenar ao Serviço Hidrográfico que efetuasse uma investigação a fundo. A nave se encontrava navegando em frente a Bahía Blanca quendo ocorreu o fato.



Em maio de 1973, um avião de combate pertencente a base de Puerto Belgrano, a poucos kilómetros de Bahía Blanca, desapareceu sobre o mar sem que jamais se voltasse saber dele. O interessante é que dois meses antes e dois posteriores se obtiveram 6 fotografias de corpos luminosos que passeavam despreocupadamente sobre essa populosa localidade. Quase todos seus habitantes, herdeiros de uma longa tradição “ufológica”, haviam visto as estranhas luzes evoluindo no cé, e os comentários extra oficiais de militares que informavam que, periódicamente os radares ou os próprios pilotos em vôo observavam e perseguiam OVNIs, foi criando um ambiente muito similar a uma psicose. O desaparecimento foi a chispa que caiu sobre o barril de pólvora, e a explosão subsequente deve ter reportado benefícios a todos os setores implicados: aproveitadores que se auto intitulavam "investigadores de extraterrestres"; aos paranóicos que afirmavam em algum momento ter sido sequestrados por homenzinhos verdes saídos de um disco voador a ponta de uma pistola laser; aos jornalistas como em um infernal campo de batalh que cruzaram com fogo e discreção a favor de um ou outro bando; aos próprios extraterrestres, onde todo o mundo parecia estar muito ocupado em debater, lhes permitiu atender a seus assuntos e desaparecer de cena quanto os atores, extenuados não puderam impedí-los; ao psicólogos, que tiveram uma boa oportunidade de estudar condutas humanas limites, quando já tudo parecia se tratar de uma massissa invasão de marcianos”; e por último, beneficiou também ao senhor Eladio Osvaldo Mella, um obscruto comerciante instalado na rua Corrientes nº 200, que abriu ao público um mercadinho de frutas e verduras com o sugestivo título de "El OVNI", recebendo uma clientela recorde .



Um avião Lancaster procedente da Inglaterra, que havía feito estaca no aeroporto internacional de Ezeiza avançava, e nessa fria noite de 14 de agosto de 1965, através dos claros céus da provincia de Mendoza. Seu destino era Santiago do Chile, do outro lado dos imponentes vigías dos Andes.

Próximo a meia noite sobrevoou o aeródromo militar de El Plumerillo e minutos mais tarde cruzava a cordilheira. Uma hora depois, a pouco de trocar a sinalização do rádiofaro argentino ao chileno, a torre de controle da capital do país vizinho recebe uma mensagem: “ Os instrumentos e passagem estão em ordem. Em minutos solicitarei instruções para a aterrissagem". Eram as palabras de rotina do comandante da nave, e a elas seguiram as respostas da torre, também de rotina.

Surpreendentemente, quando nada fazia prever o desenlace, as comunicações via rádio com o Lancaster se viram afetadas por uma estranha interferência. Entre chiados e sons dissonantes, chegava débilmente a voz do navegante: “... algo se passa com os instrumentos, não podemos orientá-los...” Nesse preciso instante, sobre o crescente alarme que se extendia entre quem estava na escuta, ocorre o desconhecido: Três vezes, de maneira forte e clara, uma voz de duro tom gritou algo, desligando torre e avião: "Stendek!... Stendek!... Stendek!...". É uma palavra que não tem significado algum em qualquer idioma ou dialeto da Terra. Porém aos rádio operadores que a registraram, lhes pareceu uma ordem imperativa dada por alguém a outro alguém. Parecia uma contra-senha, ou a voz de mando que da começo a uma ação comando (Suponho que uma sensação similar devem ter sentido os operdores de rádio norte americanos que na madrugada de 7 de dezembro de 1941, a todo o lado do Pacífico, também escutaram uma dura voz gritando : "Tora!...Tora!...Tora"...Se iniciaba o ataque a Pearl Harbour.).

O avião havia desaparecido.

Durante três semanas, aviões e patrulhas terrestres chilenas e argentinas, assim como uma esquadrilha de pilotos acrobáticos ingleses que se encontravam em giro pela América do Sul, participaram do infrutífero resgate. Perguntaram aos camponeses em busca de indícios que orientaram o avião, supostamente seqüestrado.

As respostas obtidas, em um tom que aos investigadores pareceu absurdas para algo tão insólito, não teriam – ao menos a princípio – relação alguma com o que eles buscavam. Os rústicos aldeões não haviam visto aeronave alguma, porém em dias anteriores... estranhas luzes que evoluiam pelo céu.

Surgiu a hipótese de que o Lancaster, arrastado por ventos, pudesse ter caído no Pacífico. Porém para que isso acontecesse, teria que ter atravessado a zona mais densamente povoada e transitada do Chile, sua região central, com corredores aéreos comerciais constantes e dezenas de aeródromos e pistas de aterrissagem. Não pode ter voado a tal altura, como não ser avistado, já que teria explodido por descompressão, onde teríamos então indícios do desastre. Ademais, não pode ter evitado as barreiras de radar.

Também se pensou que derivou pela cordilheira, para o norte ou ao sul, porem tanto os controladores aéreos argentinos como os chilenos informaram que qualquer corpo que nesses momentos se deslocasse sobre as montanhas não poderia deixar de ser rastreado.

O ser que gritou essa ordem em nenhum idioma da Terra. Nenhum fenômeno terrestre capaz de explicar a desaparição do avião. E quem sabe, talvez nenhum de seus passageiros e tripulantes, vivos ou não, até hoje neste planeta.