quarta-feira, julho 25, 2007

Entrevista com Sir Paul Hellyer, ex-ministro da Defesa do Canadá, sobre a questão dos UFOs

Selecionamos os trechos desta entrevista publicada na Revista UFO, por considerarmos se tratar do testemunho de alguém que ocupou posição importante no governo canadense.

De tempos em tempos, uma nova autoridade junta-se a um corpo de mais de 600 pessoas que, em posições-chave em governos de vários países, já manifestaram aberta e publicamente sua convicção de que o Fenômeno UFO deve ser pesquisado oficialmente e os resultados de tal pesquisa comunicados à Humanidade. Em novembro de 2005 foi a vez do respeitado político canadense Paul Hellyer somar-se a esse crescente grupo.
Hellyer tem uma carreira de respeito e sua nova posição agrega credibilidade à Ufologia. Serviu como ministro da Defesa do Canadá entre 1963 e 1967, na gestão do então primeiro-ministro Lester Pearson, e foi vice-primeiro-ministro de Pierra Trudeau. Portanto, sabem bem o que fala.

(...)Parece exagero, mas não é. Sabe-se atualmente, que o orçamento militar dos EUA nunca foi tão grande e que a administração Bush não mede esforços para buscar ainda mais poderio militar, já que sua diplomacia é falha em inúmeros aspectos. “Bush concordou em deixar seus militares construírem uma futura base de operações na Lua, que os colocaria em melhor posição para rastrear as entradas e saídas desses visitanteslistatron do espaço exterior e atacá-los quando quisessem.”, declarou, espantando a todos. O discurso de Hellyer na Universidade de Toronto foi encerrado com uma significativa ovação em pé. E ele ainda disse aos estupefatos presentes: “Chegou a hora de se levantar o véu do encobrimento à questão ufológica e deixar a verdade emergir, para que possa haver um debate real sobre um dos problemas mais importantes que nosso planeta enfrenta nos dias de hoje”. (...)

Trechos da Entrevista com Hellyer:

1 - UFO – O livro (The Day After Roswell) inclui uma referência ao senhor, a história de que teria chamado um general dos Estados Unidos para confirmar alguns fatos. É verdade?

Hellyer – Eu não tenho permissão para falar neste assunto, mas o que está no livro é verdade. Quando eu o estava lendo, meu sobrinho, que é militar e passava uns dias em minha casa, perguntou-me do que se tratava. Ao responder, ele, que é cético quanto aos UFO, como grande parte da população, não deu muita importância. Mas, algumas semanas depois, me ligou para relatar que tratou do assunto com um amigo comum, um general aposentado, e que este havia lhe dito que cada palavra publicada na obra é a mais pura verdade. Meu sobrinho mudou radicalmente de posição e disse: “Agora, sou quem quer pôr as mãos nesse livro”.

2 - UFO – Bem, The Day After Roswell foi um bestseller logo quando lançado, no 50º aniversário do Caso Roswell. E olhe que há pessoas que sequer acredita que ele aconteceu. O cel. Corso relatou na obra que chegou a ver o corpo de um ser extraterrestre morto em Fort Riley (Instalação do Exército norte-americano), no Kansas, em 1947. Além disso, Corso trabalhava no Pentágono, o que transforma seu relato em algo de grande credibilidade.


Hellyer – De fato, o livro me deixou muito curioso e interessado pois sei como entender questões políticas, como as que ele se refere. Entre elas, na época de Roswell, havia o pensamento do general Nathan Twining, que classificou os seres alienígenas como inimigos. Ora, se eram vistos como inimigos, isso implicava que os EUA certamentelistatron estavam se preparando para se defenderem deles. Ou seja, se necessário, para matá-los Mas a questão que vem a seguir é inevitável: se os norte americanos decidissem enfrentar uma civilização com tecnologia superior, o que aconteceria? Tais raças alienígenas iriam simplesmente desistir de seus planos de aproximação da Terra ou retaliariam nossas ações bélicas? E quais seriam, então, as conseqüências de um ato hostil para os EUA e para o mundo? Todas estas perguntas são tremenda e absolutamente importante para nós.(...)

3 - (...) UFO- O senhor demonstra estar particularmente interessado no Caso Roswell. O que acha da política de acobertamento que até hoje o governo norte americano aplica ao incidente?

Hellyer – Uma lástima. Eles, os militares dos EUA, acusam as pessoas que testemunharam o acidente de não terem credibilidade, afirmam que os investigadores do caso estão equivocados e ainda dão desculpas sem o menor sentido para explicar o fato. Estou convencido de que o governo dos EUA mantém um acobertamento sistemático do assunto, algo realmente meticuloso e que teve sucesso por cerca de meio século. Mas hoje isso não tem mais cabimento. Tal política de duas faces se encaixa na teoria de Lewis Lapham, a de que existem dois governos em ação. Creio que ela lhe seja familiar?

4 - UFO – A do governo da sombra e o governo real?

Hellyer – Ou a do governo permanente e do governo provisório. Lapham diz que o governo permanente dos EUA tem uma lista com 500 empresas em Washington, que fazem seu trabalho legal, e as melhores companhiaslistatron de relações públicas do país, que tratam de sua imagem e propaganda. São essas empresas que comandariam de fato os EUA e tratariam de estabelecer suas políticas, sempre com critérios bem definidos, que não incluem levar a sério a questão dos discos voadores. Até mesmo as eleições, que ocorrem para estabelecer quem irá ocupar as vagas no outro governo, o provisório, são operações de cartas marcadas, de fachada.

5 - UFO – Como assim?

Hellyer – Como político aposentado, me permito afirmar que em época de eleições eles pegam atores programados para ler textos previamente ensaiados, num palco bem definido e sem surpresas. Nada acontece de improviso, e tem sido assim há décadas. Tudo é estabelecido pelo tal governo permanente, ou real, para que se coloque em funcionamento o governo provisório, ou das sombras. Chamam isso de democracia, mas é pura besteira. O fato é que as regras estão lançadas há muito tempo e pouco se faz para mandá-las. Isso se aplica à questão ufológica, que vem sendo mantida distante da opinião política há décadas, em sucessivos governos provisórios que se alternam no poder.

6 - UFO – O senhor acredita que estas regras precisam ser mudadas?

Hellyer – Sim. A aceitação da existência de outras raças no universo é uma questão política fundamental, que não deve ser resolvida apenas para benefício dos EUA., mas de toda a Humanidade. Ela está diretamente ligada, neste instante, à implantação de um sistema antimíssil pelos EUA, que é, na verdade, um meio para enfrentar intrusos alienígenas. Lamentavelmente, como estamoslistatron juntos deles em quase tudo o que ocorre, é possível que o Canadá venha a tomar parte nisso. Ainda esses dias vi nos jornais que nosso novo ministro da Defesa Nacional disse que iremos reabrir a questão do sistema antimíssil. Eu me pergunto: queremos fazer parte disso? Queremos fazer parte desse projeto sem antes sabermos com quem estamos lidando? (...)

7 - (...) UFO – O senhor é a favor da divulgação franca e aberta da existência de outras raças cósmicas e suas visitas à Terra?

Hellyer – Eu acredito na busca pela verdade. A Bíblia diz que a Verdade nos libertará. Eu não acho que existe outra forma de encararmos a situação. Não creio que seja possível continuar vivendo uma mentira. Sou religioso e não sou o único interessado na divulgação da presença extraterrestre. Acho que é natural e inevitável que existam outras espécies nesta galáxia ou em outras, que são mais avançadas tecnologicamente do que nós e provavelmente o sejam também espiritualmente. Nós devemos aprender com eles a trabalhar juntos para construir um mundo melhor.

8 - UFO – O senhor acha que algo deveria ser feito em conjunto com seres de outras civilizações aqui na Terra?

Hellyer – Deveríamos começar sozinhos mesmo, melhorando nosso mundo, para somente então participarmos de projetos maiores de cooperação com outros seres. Esse é o tipo de projeto político que deveríamos adotar, e não gastar centenas de milhões de dólares com armamentos sofisticados quandolistaron temos milhões de pessoas em nosso planeta morrendo de fome e vitimadas por tantas doenças. Ora, um projeto custando tanto dinheiro, que se ajuste ao temperamento do complexo industrial militar, é simplesmente contra a possibilidade de salvação de incontáveis vidas humanas que não têm chance alguma. Nós não estamos ajudando a melhorar o planeta quando temos capacidade e recursos de amparar toda essa gente e dar-lhe uma vida digna, mas não o fazemos.

9 - UFO – Isso a que o senhor se refere é parte dos princípios de sustentação da exopolítica, uma área que tem nos doutores Michael Salla e Alfred Webre seus maiores expoentes. A exopolítica defende a necessidade de se fazer uma preparação para convivermos, num futuro bem breve, com seres de outras civilizações.

Hellyer – Bem, tendo certeza de que temos que fazer alguma coisa nesse sentido e aplaudo os esforços de quem está tentando. Temos de fazer algo de positivo por meio da cooperação, entre os interessados por um futuro melhor. Webre sugeriu um período de 10 anos para estabelecer regras de contato e cooperação com esses seres. Acho que seria maravilhoso que isso ocorresse e só Deus sabe para onde iríamos a partir de um contato oficial com outras inteligências. Isso seria muito mais positivo do que desperdiçar os próximos 10 anos tentando construir um sistema militar capaz de começar uma guerra intergalática.

10 - UFO – E esta seria uma guerra que não venceríamos.

Hellyer – Claro que não. Mas esta é uma possibilidade que alguns militares nunca irão enxergar. Eu entendo seu modo de pensar e sei que eles não desistiriam de suas aspirações belicistas, até porque a constante ação das forças armadas alimenta um complexo industrial fabuloso, que precisa, no entendimento de alguns, continuar progredindo. Noutras palavras, guerras com humanos ou alienígenas são lucrativas – mas apenas para certas pessoas, pois colocam o resto de nós em risco. (...)

11 - (...) UFO – O senhor tem tido bastante habilidade para tratar da questão extraterrestre com outros políticos e pessoas com influência em certos círculos governamentais, como fez com o próprio presidente George W. Bush quando pediu a ele que reconsiderasse sua posição de construir uma base na Lua. Mas o que o senhor diria às pessoas mais simples sobre os discos voadores, que conselho daria a elas?

Hellyer – Eu acho que as pessoas deveriam se informar mais e melhor sobre o que está acontecendo, acompanhando todas as informações que estiverem disponíveis – e existe muita coisa a ser lida e aprendida sobre a matéria. Em particular, precisamos usar globalmente a Internet para espalharmos o que já se sabe sobre UFOs e cobrar dos políticos alguma ação. No Canadá, recentemente, um grupo de ufólogos pediu ao Comitê do Senado para Segurança e Defesa Nacional para apoiar uma pesquisa sobre os discos voadores e ouvir testemunhas que tiveram experiências com eles. Tal iniciativa é louvável, e ainda que não tenha dado resultado prático até agora, tenho certeza de que dará.(...)

12 - (...) UFO – O senhor crê que o governo seria sensível a questão ufológica?

Hellyer – Eu acho que sim. Precisamos questionar o que fazem com o dinheiro de nossos impostos, que projetos têm em andamento nesta área, quais deles são secretos e por quê. Em uma escala considerável, isso pode funcionar e fazer com que surja uma abertura, que aumente gradativamente até que se saiba exatamente aquilo que está sendo escondido sobre o Fenômeno UFO. Se nossos militares ou os norte americanos consideram os alienígenas inimigos, queremos e precisamos saber por que razão.

13 - UFO – O clamor popular pode mudar a política de acobertamento?

Hellyer – Sim. E nós temos a enorme responsabilidade de colocar pressão sobre os políticos, para que saibam que a hora de falar a verdade chegou e que queremos abertura total ao assunto. Queremos saber a verdadeira situação da aproximação de outras raças da Terra e decidir se vamos embarcar em um projeto para salvar o planeta em cooperação com outros países. Ou se iremos apenas permitir que as superpotências continuem produzindo bombas de hidrogênio maiores e melhores para transformar nosso planeta num mundo inabitável. Pura e simplesmente, esta parece ser a escolha. (...)

14 - (...)UFO – O Fenômeno UFO parece Ter o condão de transformar este planeta numa verdadeira comunidade global, algo que envolve todos os habitantes da Terra.

Hellyer – De fato, somos uma comunidade globalizada e todos no planeta são afetados pelas mesmas questões. Podemos Ter um mundo em paz se tivermos homens e mulheres de boa vontade, justamente o que parece estar faltando. Nossos visitantes, com sua ação de aproximação, podem mudar isso. Podem fazer brotar na Humanidade um pensamento diferente, que venha transformar nosso futuro em algo melhor e mais completo. Isso não é utopia, mas algo real. Temos tecnologia e quase tudo o que precisamos para isso, exceto vontade política de muitas autoridades, que preferem a guerra e o confronto. O falecido gen. Dwight Eisenhower já nos alertava sobre isso quando nos aconselhava a ter cuidado com o complexo industrial militar. Ele era um profundo conhecedor da questão alienígena e deve Ter concluído que nossos burocratas poderiam se apropriar de informação de origem extraterrestre, usando-a em benefício próprio.

PS. Trechos extraídos de matéria da Revista UFO edição 123 – junho 2006.

Um comentário:

  1. Anônimo11:05 PM

    Atilio.Eu já tinha lido na Listatron esta notícia. Eu também acho fantásticas as informações deste ex-ministro. Elas comprovam que de fato vivemos uma verdadeira farsa.

    Gab.de Leon

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